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Ucrânia afunda seu maior navio de guerra para impedir captura russa

A inteligência ucraniana obteve a informação de que uma operação especial havia sido planejada para apreender o navio

04/03/2022 às 23h39
Por: Redação Fonte: meionorte.com
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Fragata afundada
Fragata afundada

A Marinha ucraniana afundou seu maior navio de guerra, a fragata Hetman Sahaidachny, que estava parcialmente desmontada, passando por reparos, na cidade de Mykolaiv, perto do litoral do Mar Negro.

Era impossível montá-la e restaurar sua capacidade de combate a tempo de enfrentar os russos.

Segundo o site local Dumskaya, a inteligência ucraniana obteve a informação de que uma operação especial das forças especiais navais de Moscou havia sido planejada para apreender o Hetman Sahaidachny. 

Por isso, foi dada ordem para que, em caso de ataque, o casco fosse cuidadosamente enchido de água, apoiando a embarcação no fundo do rio onde fica o estaleiro em que recebia reparos. 

"O comandante do navio capitânia da Marinha ucraniana executou a ordem de afundar o navio Hetman Sagaidachny, que estava em reparo, para que não fosse capturado pelo inimigo. É difícil imaginar uma decisão mais difícil para um bravo guerreiro e toda a sua equipe. Mas vamos construir uma nova frota, moderna e poderosa.O importante agora é resistir", disse o ministro da Defesa Oleksii Reznikov em publicação no Facebook nesta sexta-feira (4). 

Agora, para erguer o navio, os invasores russos teriam que realizar uma operação demorada, algo muito difícil em condições de hostilidade. No futuro, em tese, a fragata poderá recuperar a flutuabilidade e os trabalhos de reparo podem prosseguir.

O Hetman Sahaidachny foi o único navio grande para a Ucrânia que restou depois que os russos anexaram a península da Crimeia e apreendeu diversas embarcações ucranianas.

Ataque aéreo russo mata 2 crianças e 5 adultos na região de Kiev

Número de civis mortos na Ucrânia sobe para 331, diz ONU

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta sexta-feira (4) ter confirmado que 331 civis foram mortos e 675 feridos na Ucrânia desde que a invasão russa começou em 24 de fevereiro, acrescentando que o custo real provavelmente é muito maior. Entre os mortos, 19 são crianças. 

A maioria das vítimas foi morta por armas explosivas como bombardeios de artilharia pesada, sistemas de mísseis e ataques aéreos e de mísseis, de acordo com o escritório, que tem monitores na Ucrânia.

A polícia disse que o ataque atingiu a vila de Markhalivka, a cerca de 10 km da periferia sudoeste da capital.

Em Irpin, nos arredores de Kiev, moradores removerem pertences às pressas de casas que ficaram em chamas após bombardeio. Segundo a ONU, mais de 1,2 milhão de pessoas deixaram a Ucrânia desde o início do conflito com a Rússia.

"Quando bombas caem sobre suas cidades, quando soldados estupram mulheres nas cidades ocupadas --e temos inúmeros casos de, infelizmente, quando soldados russos estupram mulheres em cidades ucranianas-- é difícil, é claro, falar sobre a eficiência do direito internacional", disse Kuleba em um evento na Chatham House em Londres.

"Mas esta é a única ferramenta da civilização que está à nossa disposição para garantir que, eventualmente, todos aqueles que tornaram esta guerra possível sejam levados à Justiça", disse Kuleba, que estava falando em inglês.

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