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Tragedia

Fogo em hospital no Rio deixa pelo menos 11 pessoas mortas

Ainda não há identificação das vítimas; corpos foram levados para o IML

14/09/2019 08h14
Por: Edinardo Pinto
Fonte: O Globo
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Corpos / Fotos: Pupo e Arena - Estadão
Corpos / Fotos: Pupo e Arena - Estadão

A direção do Hospital Badim, atingido por um incêndio na noite desta quinta-feira (12), afirmou nesta sexta (13) que os bombeiros encerraram no fim da madrugada as buscas por mortos. Ao menos 10 corpos – todos de pacientes e idosos – foram retirados.

Por volta das 15h desta sexta, o diretor do hospital, Fabio Santoro, afirmou que o incêndio deixou 11 mortos. A mesma informação foi dada pela Defesa Civil, ainda durante a madrugada.

No início da tarde, no entanto, a Polícia Civil comunicou 10 corpos estavam no Instituto Médico Legal (IML).

Segundo exames preliminares, a maioria das vítimas estava no CTI do hospital e morreu asfixiada com a fumaça, sem queimaduras graves. Algumas sofreram com o desligamento dos aparelhos.

"A maioria foi por asfixia, alguns casos não, mas coisas correlacionadas ao acidente (...) São descompensações das doenças que as pessoas, relacionadas aos aparelhos que as mantinham vivas e que deixaram de funcionar com o incêndio", explicou Gabriela Garça, diretora do IML que coordenou a necropsia.

Mortos na tragédia

Alayde Henrique Barbieri, 96 anos;

Ana Almeida do Nascimento, 90 anos;

Berta Gonçalves Barreira de Souza, 93 anos;

Darcy da Rocha Dias, 88 anos;

Irene Freiras de Brito, 84 anos;

José Costa de Andrade, 79 anos;

Luzia dos Santos Melo, 88 anos;

Maria Alice Teixeira da Costa, 76 anos;

Marlene Menezes Fraga, 85 anos;

Virgílio Claudino da Silva, 66 anos.

Prefeito do RJ suspeita que incêndio em hospital tenha sido sabotagem 

O prefeito Marcelo Crivella pediu que seja investigado se houve sabotagem no incêndio no Hospital Badim, no Maracanã, Zona Norte do Rio. Ao menos 10 pacientes morreram, e 90 foram transferidos para outras unidades. Ele decretou luto de três dias em memória das vítimas.

"Confesso a vocês que, na hora que eu vi todas as instalações, eu posso estar errado, eu quero estar errado, peço a Deus que esteja errado, mas é uma coisa que tem que ser investigada, se houve alguma sabotagem", afirmou.

Pouco depois, o delegado Roberto Ramos, da 18ª DP (Praça da Bandeira), que apura as causas do incêndio, disse considerar "completamente prematuro" a tese de sabotagem.

“É completamente prematuro. Nós somos técnicos, fazemos avaliação técnica e, para isso, a perícia da Polícia Civil está aqui”, disse o delegado.

Ramos diz que uma das hipóteses para o fogo é a de um curto-circuito em um gerador do subsolo, mas diz que outro local também pode ter sido o foco do incêndio.

O incêndio na noite desta quinta-feira no Hospital Badim, no Maracanã , deixou ao menos 11 mortos, mas ainda não há informações sobre a identidade deles. Dez corpos foram retirados de dentro da unidade durante a madrugada desta sexta-feira. Uma nova equipe dos bombeiros está no edifício fazer varredura e operação rescaldo. As informações são do OGlobo.

Alguns parentes das vítimas que estiveram no local do incêndio tentaram confirmar os óbitos através dos leitos, mas a identificação oficial só poderá ser feita a partir das 8h desta sexta, no Instituto Médico-Legal (IML). Na porta da unidade, muitos familiares se abraçavam e ainda tentavam buscar informações com outros hospitais na esperança de encontrar o ente e amigo internado em outro hospital.

Darci da Rocha Dias foi reconhecida por familiares ainda na madrugada desta sexta dentro da nova unidade do hospital Badin. Informações preliminares apontam que ela morreu pela inalação da fumaça durante o resgate. Segundo um familiar, Darci tinha 88 anos, estava internada no CTI B, e tinha a promessa que iria em breve para o quarto.

Em nota, a direção do Hospital Badim informou que está sendo disponibilizado o número de Whatsapp (021) 9 7101-3961 e o e-mail suportefamiliares@badim.com.br para que os familiares dos pacientes envolvidos no incêndio entrem em contato para receber informações sobre sua localização.

Durante a varredura no prédio, um bombeiro passou mal, segundo colegas, pela inalação de fumaça e exaustão, e levado para um hospital. Alguns dos bombeiros que estão no local contaram que também participaram do resgate dos prédios que desabaram na Muzema, em 12 de abril:

— É sempre duro, mas é nosso trabalho. Aqui ainda a maior dificuldade por causa do breu que está no interior do prédio — contou um deles.

Um engenheiro da Defesa Civil municipal esteve no local, mas não foi possível ser feita a vistoria no prédio por conta da existência de focos de incêndio no interior da unidade. Uma equipe retornará ao local pela manhã para avaliar a estrutura do prédio.

Por volta das 6h, o Centro de Operações Rio informou que a Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, foi totalmente liberada ao tráfego de veículos.

Segundo a direção do Hospital Badim, o fogo, a princípio, teria sido provocado por um curto-circuito no gerador de um dos prédios. Por conta das chamas, funcionários retiraram os pacientes do local às pressas e os colocaram nas calçadas, onde receberam atendimento. Eles foram transferidos para o Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, e unidades da Rede D'Or, além de unidades da rede municipal e do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, também na Tijuca.

O Quinta D'Or, em especial, recebeu quem teve queimaduras nas vias respiratórias. Para auxiliar nas emergências, a Uerj colocou uma equipe de cinco broncoscopistas à disposição. Informações extraoficiais davam conta de que 13 pacientes transferidos para o Hospital Quinta D’Or se encontravam em estado grave.

Ao todo, 103 pacientes estavam internados no hospital e 226 funcionários trabalhavam no momento do incêndio.

— O hospital tem 200 leitos, estava quase cheio. Todos os pacientes foram retirados. A fumaça que ainda está saindo, possivelmente é do gerador que é a óleo diesel — disse, ressaltando a corrente de solidariedade. — A vizinhança compreendeu, os demais hospitais também. Toda essa ajuda é muito importante. Existe uma movimentação muito grande para o problema ser resolvido, afirmou o proprietário do hospital, José Badim.

Segundo os bombeiros, as chamas foram apagadas por volta das 19h45m, mas após o incêndio ser debelado, ainda havia muita fumaça, com cheiro forte, saindo da unidade de saúde. Funcionários tiveram que usar máscaras nos rostos para se proteger.

O vice-governador Claudio Castro, que foi ao local, contou que o Corpo de Bombeiros removeu 69 pessoas:

— As informações que nós temos é que 69 pacientes foram removidos pelas ambulâncias do Corpo de Bombeiros. É o número oficial que eu tenho. Mas pacientes foram removidos por ambulâncias da prefeitura e de hospitais particulares. Os bombeiros continuam o trabalho de rescaldo, em busca de pessoas vivas. Percorrendo corredores, entrando em banheiros, tentando achar vítimas — contou.

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